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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Os paradoxos da Sustentabilidade

«A sustentabilidade converteu-se no jargão mais actual do mundo corporativo. A sociedade, os nossos filhos, cobram-nos isso. Mas o facto é que quando escalamos do nível corporativo para o nível macro, a sociedade rejeita a ideia de abdicar do desenvolvimento económico, no modelo que hoje conhecemos, para conter emissões poluentes e proteger o nosso planeta. Por um lado, exigimos que as empresas sejam ambientalmente responsáveis, indignamo-nos com os derrames de petróleo no alto mar, mas por outro, prosseguimos com uma explosão demográfica e com um consumo desenfreado que sugam os recursos naturais e criam a procura por mais energia. Não será este um desenvolvimento insustentável? Não será o caminho da insustentabilidade, em vez do da pretendida sustentabilidade
Neste excerto do artigo "Insustentabilidade" de Miguel Setas no Económico Online são levantadas algumas questões sobre os paradoxos da sustentabilidade na sociedade em geral. Bem sublinhadas pelo autor, mostram como a sustentabilidade ainda enfrenta grandes obstáculos com base cultural, com base em comportamentos sociais que são possíveis de corrigir e/ou melhorar, mas desde que os problemas sejam tratados com foco nas soluções e não nas dificuldades em trabalhar os mesmos.
Estas notas demonstram também como as iniciativas do universo empresarial, embora bem intencionadas, são insuficientes para que o desenvolvimento sustentável seja uma realidade mais presente, mais consolidada e em velocidade de cruzeiro. 

A percepção e comportamento do consumidor não são lineares e também dependem bastante da postura e posicionamento das empresas relativamente ao consumo responsável e seus impactes. As diferenças da forma como o consumidor percepciona a temática e como se comporta em ambiente de consumo dão uma boa imagem do que tem de ser trabalhado. Sabemos que ainda temos muito que fazer, tal como em todas as áreas de actividade, mas as dificuldades não devem funcionar como travão, mas como alavanca para melhorar e chegar mais longe. Cada vez mais longe.


The Obvious Revolution
Orex SM
www.orexsm.yolasite.com

domingo, 21 de março de 2010

Sustentabilidade em casa

A Sustentabilidade não é apenas um conceito empresarial, é um conceito muito abrangente, podendo aplicar-se até na vida doméstica. E como?
Simples! Como em muitas outras coisas bem feitas, temos de racionalizar, pensar a sério, não uma pensamento filosófico profundo ou extremamente intelectual, mas simplesmente pensar como deve de ser. Racionalizar no sentido de eliminar tudo o que não interessa e pensar limpo.
Exemplo. Pensemos no consumo de electricidade em casa, o consumo doméstico de electricidade. Em termos genéricos, consumimos electricidade em muitos casos com grande desperdício. Ora esse desperdício deve ser visto tanto em épocas de crise mas também em outras, ou seja, sempre. Peguemos em exemplos já muito falados como os aparelhos em "stand by" que embora estejam no chamado modo de descanso, estão a consumir energia, estão a gastar. Ora deixemos de tentar educar quem quer que seja, sejam novos ou mais velhos no sentido de pouparmos 20 cêntimos por dia ou semana, e passemos a pensar como uma estupidez. É a mesma coisa do que deixar uma lâmpada acesa uma noite ou dia inteiro mas noutra medida. Se perguntarmos a alguém se deixaria um candeeiro aceso a maioria responderia que não, mas deixam aparelhos ligados horas a fio. E porquê? Porque são educados a pensar que gastam pouco dessa forma!
The Obvious Revolution

terça-feira, 16 de março de 2010

Poupança de água

Poupar água para quê? Será no sentido de não gastar tanto para não pagar tanto? Será no sentido de preocupação ambiental, para não esgotar um recurso que não é ilimitado?
Seja como fôr, a poupança de água deve ter um ou mais objectivos, mas concretos. Não é possível convencer ninguém a poupar água simplesmente por dizer que é melhor para o ambiente e que vai poupar 50 cêntimos por mês. Não será concerteza a forma mais eficaz de passar a mensagem.
Para conseguir poupar de forma sustentável é necessário primeiro educar, ensinar. Imaginemos a questão da poupança dos 50 cêntimos, que caso seja feita como deve de ser, uns meses depois será uma poupança mais significativa, com impacto financeiro mais visível. É importante caminhar no sentido da Eco-eficiência.
Logo, não é apenas poupar por poupar. É essencial criar condições para que se saiba poupar e poupar de forma significativa e continuamente, ou seja, de forma sustentável.
The Obvious Revolution