Ads 468x60px

Mostrar mensagens com a etiqueta Consumo Responsável. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Consumo Responsável. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O caso da Sicasal e o Consumo Responsável

Em meados do mês de Novembro ocorreu um grande incêndio nas instalações da Sicasal, afectando gravemente a fábrica e a respectiva capacidade de produção da empresa. A solução encontrada pelos responsáveis em conjunto com os colaboradores da empresa demonstraram uma postura fantástica, provando como se pode trabalhar com objectivos em comum para um bem maior.
Para além dos excelentes exemplos que foram sendo apresentados por parte dos stakeholders da Sicasal, ao mesmo tempo surgiu uma campanha de apoio à empresa onde se instigava os consumidores em geral a comprarem produtos da Sicasal, ajudando dessa forma a empresa a reerguer-se quase das cinzas. Também essa campanha foi um exemplo de louvar e de participação da sociedade portuguesa em prol de uma boa causa.

Mas entre estas boas causas, especialmente em época de crise, fiquei a pensar numas pergunta que me vieram à cabeça: mas só se promove a compra de produtos de uma empresa portuguesa quando a fábrica arde? Mas será preciso arderem instalações, acontecerem desastres naturais, acidentes inesperados, para a sociedade portuguesa ficar mais sensível ao consumo de produtos portugueses, ao consumo de produtos made in Portugal? Não será mais eficaz e benéfico para todos

Sem dúvida que parte da sustentabilidade da nossa economia passa pela contribuição do tecido empresarial português em produzir com qualidade, mas também da parte dos consumidores em consumirem produtos e serviços portugueses. A noção de consumo responsável também passa por este tipo de questões. Dentro da noção do consumo mais ponderado, consumir de forma objectiva, pensada e planeada, promove um ciclo de consumo que começa pelo consumidor que adquire um produto de qualidade que no final ao beneficiar a empresa produtora (sem contar com os intermediários e pontos de venda) promove condições para futuros benefícios para si mesmo. Uma economia mais forte e com crescimento sustentado beneficia todos em geral, uma sociedade, um país.

The Obvious Revolution
Orex SM
www.orexsm.yolasite.com

Os paradoxos da Sustentabilidade

«A sustentabilidade converteu-se no jargão mais actual do mundo corporativo. A sociedade, os nossos filhos, cobram-nos isso. Mas o facto é que quando escalamos do nível corporativo para o nível macro, a sociedade rejeita a ideia de abdicar do desenvolvimento económico, no modelo que hoje conhecemos, para conter emissões poluentes e proteger o nosso planeta. Por um lado, exigimos que as empresas sejam ambientalmente responsáveis, indignamo-nos com os derrames de petróleo no alto mar, mas por outro, prosseguimos com uma explosão demográfica e com um consumo desenfreado que sugam os recursos naturais e criam a procura por mais energia. Não será este um desenvolvimento insustentável? Não será o caminho da insustentabilidade, em vez do da pretendida sustentabilidade
Neste excerto do artigo "Insustentabilidade" de Miguel Setas no Económico Online são levantadas algumas questões sobre os paradoxos da sustentabilidade na sociedade em geral. Bem sublinhadas pelo autor, mostram como a sustentabilidade ainda enfrenta grandes obstáculos com base cultural, com base em comportamentos sociais que são possíveis de corrigir e/ou melhorar, mas desde que os problemas sejam tratados com foco nas soluções e não nas dificuldades em trabalhar os mesmos.
Estas notas demonstram também como as iniciativas do universo empresarial, embora bem intencionadas, são insuficientes para que o desenvolvimento sustentável seja uma realidade mais presente, mais consolidada e em velocidade de cruzeiro. 

A percepção e comportamento do consumidor não são lineares e também dependem bastante da postura e posicionamento das empresas relativamente ao consumo responsável e seus impactes. As diferenças da forma como o consumidor percepciona a temática e como se comporta em ambiente de consumo dão uma boa imagem do que tem de ser trabalhado. Sabemos que ainda temos muito que fazer, tal como em todas as áreas de actividade, mas as dificuldades não devem funcionar como travão, mas como alavanca para melhorar e chegar mais longe. Cada vez mais longe.


The Obvious Revolution
Orex SM
www.orexsm.yolasite.com

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Consumidor do Futuro

Sobre consumidores, novos tipos e outros, sobre novas formas de consumir, têm realmente proliferado por aí. Umas mais correctas que outras, outras ainda mais acertadas e perto da realidade que outras. Mas, sem querer apontar para esta ou aquela direcção, chamou-me a atenção o seguinte estudo, de uma organização espanhola.
A organização denomina-se Método Helmer, sedeada em Madrid, trabalha na área de Consumer Marketing Innovation, onde para além de marketing e tendências de marketing, fazem também investigação. O estudo a que me refiro foi apresentado como "The Next Best Brand", no ano passado, mas não deixa de ter a sua actualidade.
O estudo apresenta o novo consumidor, o consumidor do futuro, o consumidor pós-crise. Para a esta empresa o consumidor do futuro, o novo tipo de consumidor que começa a surgir, quer uma relação próxima com as marcas e, para ele, uma marca que não está na rede simplesmente não existe. Segundo o estudo, que baptizou este novo consumidor como Persumer, uma fusão das palavras persona e consumer, as marcas enfrentam novas exigências perante um consumidor que quer outro tipo de relação mais próxima, transparente e de acordo com os problemas que afectam o seu quotidiano. A marca deverá estar comprometida com o seu mundo, a sua envolvente, o seu ambiente, e ter capacidade para oferecer novas alternativas, alternativas credíveis.
De acordo com o estudo, estes são sintomas de um consumidor pós-crise, um consumidor que sai reforçado de um período em que foi obrigado a ter uma postura mais crítica face às marcas, tornando-se um consumidor consciente do seu poder na relação com a marca e que exige credibilidade do lado da marca. Exige cada vez mais realismo.
Em resumo, o estudo aponta 10 pontos chave que as marcas devem ter em conta na relação com os consumidores: Qualidade na comunicação sem elementos supérfluos, originalidade, simplicidade (a essência, sem excesso de informação), flexibilidade (adaptar-se a cada momento do cliente), transparência (comunicação clara, sem "photoshop"), coragem para ser diferente, sustentabilidade, humildade (assumir defeitos, mostrar o lado humano da marca), credibilidade (coerência entre o que se vende, o que se diz e o que se faz) e manter um compromisso social e ecológico.
Observando esta tendência e estes pontos chave neste estudo podemos verificar duas situações:
- Que as empresas e organizações vão rapidamente perceber qual a verdadeira importância do consumidor, e que o mesmo não é apenas aquele que consome o produto e/serviço;
- Se cruzarmos conceitos, verificamos a importância de Consumo Responsável (do lado do consumidor) mas que, cada vez mais, só será possível se as próprias empresas apoiarem, estimularem e promoverem esse mesmo consumo responsável, mas também se adoptarem uma postura equivalente ao consumo responsável. Ou seja, um conceito de consumo responsável do lado das empresas, uma espécie de Comércio Responsável. Não há dúvida que os consumidores o procuram.
The Obvious Revolution